Neuropsicologia com seus testes e escalas – Lucimar de Albuquerque Mello

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O meu olhar irradia fascínio, quando obtenho resultados através dos testes neuropsicológicos que aplico, os quais confirmarão a precisão de um diagnóstico correto, com o propósito de beneficiar o paciente em sua plena reabilitação promissora. Aí sim, sinto-me agraciada constantemente, com o encantamento da realização profissional.

A NEUROPSICOLOGIA é uma aplicação da Psicologia e da Neurologia que estuda as relações entre as funções cerebrais e o comportamento cognitivo, sensorial, motor, emocional e social do indivíduo. Tem como objetivo avaliar, investigar as áreas cerebrais e possíveis lesões, compreender e criar hipóteses de diagnóstico dos efeitos cognitivos e comportamentais causados por desordens neurológicas, resultando em dados suficientes para que se faça um plano de reabilitação para o paciente. Por isso, quanto mais cedo o paciente for diagnosticado, melhor será o prognóstico de recuperação.

A avaliação neuropsicológica consiste em uma entrevista com o paciente e com os familiares, aplicação de testes e escalas, utilização de exames e imagem. A partir desses procedimentos, é feito um relatório do perfil neuropsicológico do paciente. É importante ressaltar que o fechamento do diagnóstico é dado pelo médico. O psicólogo apresenta as habilidades e dificuldades do paciente a partir dos resultados obtidos e o médico conclui o diagnóstico.

O Neuropsicólogo pode avaliar, ainda, a personalidade em conjunto com a avaliação cognitiva, como também pode avaliar essa personalidade separadamente. Essas duas avaliações são de suma importância, pelo fato de que muitos transtornos de personalidades vêm acompanhados de déficits cognitivos e podem confundir o quadro prevalente. Da mesma forma, o profissional pode utilizar escalas para avaliação de humor, de ansiedade, de depressão, que podem estar causando o quadro de déficit cognitivo. O Neuropsicólogo é procurado, geralmente, através de encaminhamento do Neurologista, do Psiquiatra, de pessoas próximas ou até mesmo do próprio paciente, que busca esse tipo de atendimento.

Ao identificar habilidades e déficits, o Neuropsicólogo deve oferecer um plano de tratamento, no qual ele pode atuar ativamente ou encaminhar para profissionais especializados, de acordo com cada necessidade apresentada pelo paciente. O tratamento é a reabilitação que busca adotar estratégias nas quais o paciente pode compensar aquilo que está deficitário, pelo que ainda está preservado. No entanto, não cabe ao Neuropsicólogo medicar.

Para todas as pessoas que apresentarem prejuízo cognitivo, de modo que isso interfira nos relacionamentos interpessoais, na família, na escola, no trabalho, na rotina diária, é sugerida a avaliação neuropsicológica.

Os pais que observarem que seus filhos apresentam dificuldades escolares, como notas baixas, dificuldade na aquisição da linguagem em leitura e escrita, atraso maturacional das vias auditivas, agitação, muitas brigas com os colegas, procrastinação no desenvolvimento motor, isolamento inapropriado, desatenção em aula e principalmente muita queixa dos profissionais responsáveis, faz-se necessário maiores investigações.

Na adultidade, por exemplo: pessoas que sofreram um traumatismo crânio-encefálico, e após esse traumatismo houve uma lesão no cérebro, através de avaliações poderão ser identificados quais lobos cerebrais foram prejudicados e qual o tipo de reabilitação mais adequada a ser aplicada. Outro exemplo da busca de uma avaliação neuropsicológica é quando se tem dúvida, em um transtorno psiquiátrico, de quais funções cognitivas tem alteração e, junto com o Psiquiatra e/ ou o Neurologista, o Neuropsicólogo poderá trabalhar um plano terapêutico para a reabilitação dessa pessoa, com o objetivo de remissão desses sintomas, os quais são muito incapacitantes e desconfortáveis.

Após os 60 anos de idade, qualquer alteração de memória deve, sim, ser investigada para descartar qualquer quadro degenerativo progressivo. Se os familiares observarem que aquele membro da família está esquecendo os nomes de pessoas próximas ou distantes a ele, onde ele guardou os objetos, se ele conta diversas vezes a mesma história e não percebe que já falou; se a pessoa apresenta tremor nos membros, alteração da marcha, rigidez, redução das tarefas diárias; em todos esses casos é importante procurar um Neuropsicólogo para uma avaliação detalhada de suas funções. E, sobretudo, é importante já ter levado essa pessoa a uma consulta médica especializada.

Concluímos, então, que a avaliação Neuropsicológica se aplica a todas as faixas etárias, trazendo uma gama de possibilidades que favorecem uma melhor qualidade de vida para o indivíduo, desde os casos menos incapacitantes aos mais graves.

Psicóloga Clínica – CRP- 02/7176, graduada pela Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO) / Pós-graduada em Neuropsicologia pela ESUDA/ Terapeuta com Abordagem Centrada na Pessoa/ Diretora e Psicoterapeuta da Companhia Multicultural Constelar da Pessoa Idosa/ Membro do Serviço de Psicologia e Psiquiatria da AMPARE.

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