Amar a si mesmo

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Começo refletindo sobre um capítulo da novela malhação, da Rede Globo, onde eles estão
abordando os transtornos alimentares como a anorexia nervosa, bulimia e compulsão alimentar, que acredito acometerem muito mais os jovens nos dias de hoje; que preocupam seus pais, e que adoece os indivíduos numa fase que em tese teria que ser de leveza e curtição. No entanto, gostaria de abordar outros dois transtornos que são também muito atuais e se complementam: a Ortorexia – distúrbio de comportamento caracterizado pela fixação por uma alimentação saudável; e a Vigorexia – que também é a obsessão pelo corpo musculoso, e considerado um transtorno disfórmico corporal, uma alteração da autoimagem.

Fico me perguntando o que é que leva as pessoas a infligirem a si mesmo a dor, o sofrimento. Vejo as pessoas desdenharem ou até maltratarem seus próprios corpos; transformá-los em bem de consumo, objeto de sedução ou status social, sem a preocupação em respeitar seus limites, sua integridade física, provocando lesões graves, numa verdadeira perseguição por um corpo sem rugas, sem marcas, sem gorduras, sem celulites, como verdadeiras estatuas impermeáveis ao tempo.

A outra questão é a da alimentação, uma vez que esta como o corpo, é o nosso veículo para o mundo e para o desfrute da vida. As refeições sempre foram momentos de união e comunhão entre os que se amam; lugares onde fazemos e encontramos amigos. Estamos comprometendo esses momentos de ativação dos vínculos amorosos, pela possibilidade de desnutrição afetiva, quando os evitamos, com medo de estarem traindo a si mesmo nesse pacto “perverso” pela dita “dieta saudável”. Creio que a verdadeira saúde esteja na tão sonhada medida das coisas, medida certa, que nos permitem as negociações, o diálogo e não cabe extremos. O caminho do meio é sempre o mais amistoso. É aquele dos quais os conflitos são apaziguados pelo desejo do respeito, cuidado e amor, como valor principal.

Um amor que começa em si mesmo, no apreço que deferimos a nós mesmos, e que se expressa no zelo onde nada pode ser, nem comprometer, aquilo que viabiliza a vida, que é a saúde em todos os aspectos; e não quero fazer aqui distinção entre mente e corpo, pois acredito e defendo essa unicidade. Como psicóloga trabalho o corpo, e agradeço a ele por me trazer meus pacientes. Sem ele não haveria mente acessível. O primeiro amor tem que ser POR NÓS MESMOS, só assim saberemos cuidar e se proteger. E a necessidade da plena consciência que sem ele nada existiria. Precisamos dele bem preservado, e que nada comprometa esse veículo sagrado que nos permite viver.

*Ana Paula Hawatt – Psicóloga e Dir. Adm. da AMPARE.

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