A importância da terapia com casais

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A Terapia Cognitiva com Casais é uma modalidade terapêutica para a harmonização da relação conjugal em momentos de crises nessas interações pessoais. A evolução e cristalização de conflitos quando não cuidadosamente tratadas, produz danos e sequelas graves que podem levar a quadros críticos de relativa incapacidade entre os parceiros para o enfrentamento e a solução conjunta desses problemas.

JoseTeotonhoPadilhaA importância e o foco principal da Terapia Cognitiva com Casais é ajudar os parceiros nas suas dificuldades de interação, numa perspectiva de busca do entendimento e de uma vida conjugal saudável. Esta modalidade surgiu há cerca de 30 anos e vem ocupado lugar de destaque na cura e no suporte aos casais que de uma ou de outra forma, estão muito envolvidos em dramas infindáveis e desagregadores da convivência. Neste sentido a terapia com casais trata da aceitação plena, da compreensão mútua e do respeito digno e humano para se alcançar a melhor qualidade de vida entre os casais que buscam este suporte profissional.

Os processos desagregadores da vida conjugal se instalam naturalmente de maneira geral, de forma lenta e quase são imperceptíveis. Eles vão dando lugar a pequenas discussões e desentendimentos como costumam acontecer. Não raro são enfrentados e nem sempre solucionados no dia-a-dia, talvez pela não atenção dada aquele fato ocorrera em má hora, ou num momento inoportuno, ou por uma palavra inapropriada que não deveria ter sido dita ou até mesmo por uma contrariedade que logo passa. Ledo engano, são questões pequenas, porém que devem ser encaradas e resolvidas face a face.

Muitos casais reagem bem a esses fenômenos e superam seus entreveros, ora pela história de vida entre ambos, ora pela compreensão que têm um com o outro, ora pela aceitação plena e até mesmo pelo amor construído. E assim, vivem suas vidas naturalmente, confrontando realidades, muitas vezes difíceis e até cruéis porque existem atenuantes fortes e significativas de suporte e apoio. Na verdade, elas funcionam como forças impulsoras produtivas que sem dúvida, têm origem na identificação dos relacionamentos sustentáveis dos parceiros.

Impossível prever que a vida seja sempre assim para todos. Pois, a subjetividade humana é algo altamente imprevisível. Muitos cônjuges trazem consigo realidades fortemente estruturadas por crenças básicas instauradas de maneira prematura sobre a natureza da interação do casal, e são aprendidas quase sempre de fontes primárias como os pais, os preconceitos assimilados, as regras da cultura, e até mesmo pelas primeiras experiências românticas.

Essas crenças disfuncionais não são identificadas claramente pelo indivíduo. Elas são ideias vagas que na verdade, se manifestam como pensamentos automáticos disparados pela mente e que ativam as chamadas distorções cognitivas (pensamentos ideias confusas e irrealistas) produtoras de comportamentos desadaptativos indutores desses embates. O histórico de traumas, as frustrações não superadas, as perdas doídas de entes queridos, principalmente de filhos (lutos prolongados), problemas financeiros e insatisfações demandadas pelas diferentes personalidades dos cônjuges criam, hiatos muitas vezes intransponíveis e difíceis de produzirem uma vida conjugal saudável.

Como se sabe, a interação humana de um casal depende sobremaneira das personalidades dos parceiros. E fazendo uma pequena apologia ao construto Personalidade, podemos dizer que ela é formada por dois componentes fundamentais: o primeiro, é o da genética herdada ou DNA (temperamento) e o segundo, é o do ambiente (caráter) onde acontece toda a assimilação de crenças, sejam elas funcionais ou disfuncionais, e que se tornam estruturas rígidas, difíceis de serem identificadas, tocadas e modificadas sem a ajuda terapêutica para atenuá-las. Manifestações mais contundentes como aquelas dos transtornos emocionais e da personalidade, como no caso do transtorno do pânico, da depressão, das ansiedades social, específica ou generalizada, da histeria, da bipolaridade, da síndrome de borderline, do transtorno obsessivo-compulsivo e de outras doenças mais graves, como as psicoses.

A genética por si só é imutável, mas as influências do ambiente podem com tratamento adequado, atenuar as suas manifestações mais contundentes como as dos transtornos mentais e dos transtornos da personalidade propriamente ditos, e até certo até ponto, serem controlados com a compreensão e a ajuda de tratamento psicológico e psiquiátrico adequados, além da imprescindível ajuda e colaboração de cada um dos parceiros.

Neste sentido a terapia com casais trabalha com a psic-educação pela aceitação plena, pela compreensão e pelo respeito digno e humano, com o objetivo de alcançar a melhor qualidade de vida entre os cônjuges, sejam eles casados, noivos ou namorados.

O objetivo da Terapia Cognitiva com Casais, de acordo com Datillio e Padesky (1988), tem como princípio fundamental a abordagem das crenças básicas dos parceiros para a reformulação e a reestruturação de um relacionamento produtivo. A meta é modificar as expectativas irrealistas; revisitar e repensar momentos significativos da história do casal; corrigir falhas nas interações e empregar procedimentos de autoinstrução para diminuir a convivência destrutiva e reativar o bem-estar comum.

José Teotonho Padilha – *Psicólogo Clínico Terapeuta Cognitivo-Comportamental Especialista em Casais, Jovens e Adultos

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