A Estrelinha que ficou – Mensagem AMPARE

Um poeta polonês, Felix Zamenhof, imaginou que as estrelinhas do céu resolveram, certo dia, descer do azul, abandonar a altura do sem-fim e vieram todas, muito alegres, viver na Terra entre os homens… – Vamos para a Terra! Vamos para Terra! – gritavam, com alegria, as estrelinha:, do céu. – Na Terra há mares, há rios e há florestas! chuva-estrelaNa Terra há frutos. há flores e há perfumes. Vamos todas para a Terra! Deus permitiu que as estrelinhas realizassem seu sonho… E, nesse dia, ao cair da noite, houve uma chuva maravilhosa de estrelas… Uma cascata de estrelas luminosas… Um espetáculo de muito brilho e rara beleza. Na Terra, as estrelinhas se espalharam por toda parte. Pelos campos, pelas praias, pelas estradas e pelos jardins. Havia estrelinhas de todas as cores: brancas, azuis, verdes, roxas, amarelas, vermelhas e prateadas. Havia até (vejam só!) uma estrela furta-cor! Que encanto! Algumas, tímidas, ficaram bem quietinhas, a cintilar, no alto das torres dos castelos e igrejas; vieram outras pousar nas fontes, nos repuxos ou saltitar entre as flores e iluminar os bosques. As mais pequeninas, brincalhonas, apostavam corrida com os vaga-lumes: outras iam devagarzinho assustar os sapos que cochilavam tranquilos entre as pedras junto das lagoas. Que alegria para as crianças! Que alegria! Mas no fim de poucos dias as estrelinhas começaram a fugir da Terra, aos grupos, aos bandos. Deixavam a Terra e voltavam para o céu. Voltavam a brilhar lá em cima, para além das nuvens, para além da lua. Para o firmamento que Deus as criou. No céu Deus reuniu suas estrelas e quis saber por que voltaram. O que viram na Terra pie as desgostaram! – Senhor! Vimes tanta maldade na Terra que ficamos tristes. Vimos filhos respondendo grosseiramente aos seus pais; enfermos abandonados; crianças e velhos sem lar, que vivem famintos na miséria, mendigando pelas ruas um pedaço de pão; fracos per-seguidos e espancados pelos fortes; homens ricos sem piedade. Homens sem fé. Homens ateus. Homens sem compaixão. Vimos tanto ódio, tanta inveja, tanto egoísmo e tanta violência, que nosso coração doeu. A Terra não é nosso lugar… Resolvemos voltar! Deus escutou cada uma com especial atenção e antes que retomassem seus antigos lugares no meio das constelações, Deus sentiu que deveria contá-las… E contou-as, uma a urna. – Um, dois, três, quatro, cinco… – Faltava uma… – E Deus sabia disso – Era a Estrela Verde: a ESPERANÇA! A única estrela que Deus permitiu que ficasse na Terra, para viver para sempre, no coração da humanidade.

(Do Livro: Contos e Lendas Orientais – De: Malba Taham)

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