Desmistificando o Pânico – Jayme Panerai

pan_O pânico embora seja um medo intenso tem características que diferem deste. O medo é uma emoção de emergência e diante da situação ameaçadora normalmente foge-se ou fica-se paralisado. No pânico a ameaça é fantasiada. Não precisa existir necessariamente uma situação concreta, ou seja, a ameaça é endógena, está dentro da pessoa e não no exterior. De repente, a pessoa sente uma sensação de intenso medo e a tendência é sair correndo, pois a sensação é de morte iminente. O pânico vem do grego “panikon” que tem como significado susto ou pavor repetitivo. Na mitologia grega o deus Pã, que possuía chifres e pés de bode, provocava com seu aparecimento, horror nos pastores e camponeses. O chamado transtorno do pânico está cada vez mais freqüente no mundo atual, chegando a ser considerada uma doença da modernidade. Os sintomas aparecem repentinamente e são acompanhados de aumento dos batimentos cardíacos, palpitação, palidez, sudorese, falta de ar, tremores, tontura, parestesias, opressão no peito, etc. Estes sintomas são ainda acompanhados de um grande medo de morrer ou de enlouquecer. As pessoas portadoras de pânico sofrem muito e são freqüentes as idas a hospitais de emergência para ouvir dos médicos a fatal frase: você não tem nada.

Esta sentença geralmente vem dos profissionais que não têm uma visão psicossomática e que, portanto, não consideram o sofrimento psíquico destes pacientes. O tratamento deve ser uma conjugação do médico cardiologista ou psiquiatra que o tratarão com drogas complementado por um processo psicoterapêutico com psicólogo que dê atenção e busque o acesso às causas geradoras de tamanho sofrimento.

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