O QUE É FOBIA?

De acordo com alguns autores (por exemplo, Rangé 2001), a fobia é um medo irracional ou seja exagerado, quando ocorre uma exposição a determinados objetos ou situações temidas. A fobia leva a pessoa a ter um comportamento de esquiva ou evitação da situação que causa medo.Neste sentindo uma pessoa que mora do vigésimo oitavo andar e tem medo de elevador, subirá de escadas mesmo chegando todos os dias cansado. Ele também poderá procurar outras formas de “resolver” a situação como trocar o apartamento por uma casa. A fobia faz com que o seu portador sofra de ansiedade antecipatória. A mesma pessoa que tem medo de elevador , pôr exemplo, ao saber que poderá andar de elevador no final de semana antecipará a sua ansiedade sentindo taquicardia, tremores, transpiração em excesso, etc . Ter medo de bichos como aranhas, baratas e cobras é normal, mas se você a restringir a sua vida evitando situações e não consegue mais ir para o trabalho, caminhar nas ruas, ir ao cinema, por ter pavor de algo como o de se relacionar com outras pessoas, certamente você está precisando de ajuda. É bom lembrar que o medo é um sentimento normal, ele é essencial para a preservação da espécie, no entanto se ele começa a tomar proporções exageradas na vida da pessoa, causando prejuízos na sua rotina, pode ser considerado uma doença e necessita ser tratado.

As fobias são mais comuns do que se imagina, é um dos transtornos de ansiedade mais freqüentes que o ser humano apresenta. O medo de elevador, de avião, de escuro, de água, de usar banheiros públicos são comuns. De acordo com pesquisas o medo de falar em público é o medo que está em primeiro lugar no mundo.Um estudo realizado nos Estados Unidos aponta que 25% da população apresenta transtornos fóbicos em alguma fase da vida.

As causas da fobia estão relacionadas a fatores psicológicos ( aprendizagens, experiências reforçadoras) e fatores orgânicos (predisposição genética). De acordo com o psiquiatra Dorgival Caetano (1999 – exposição no III Simpósio Integração Psicologia Psiquiatria) a fobia é o transtorno que mais tem etiologia psicológica.
A fobia, pôr sua vez, também pode estar associada a outras questões, como a depressão, alcoolismo e uso de drogas. Em casos raros, os fóbicos também podem desenvolver crises de pânico.

Diante o objeto fóbico o organismo reage em etapas distintas e seqüentes : Ao ver ou chegar perto do estímulo ansiogênico (avião, altura, sexo oposto) o fóbico envia um estimulo para o cérebro, este estimulo é uma mensagem de alerta. No cérebro, a mensagem chega a uma estrutura chamada córtex, onde é reconhecida como ameaçadora. Rapidamente, o hipotálamo é acionado e libera adrenalina, noradrenalina, substâncias que fazem a comunicação entre as células nervosas. A partir de então uma série de efeitos psicológicos é desencadeada. Em segundos, o estímulo nervoso parte do hipotálamo para as glândulas hipófise e supra-renais. As supra-renais começa a liberar o hormônio cortisol, desencadeando as manifestações físicas de uma crise de medo, pavor, pânico.

Os sintomas podem ser descritos como: Tremores, calafrios ou ondas de calor, Transpiração excessiva, sensação de formigamento, Taquicardia e dor no peito, Náusea e vertigem, Sensação de falta de ar, aperto na garganta, Pavor de morrer, sensação de estar distante de si mesmo.

Outra forma de manifestação da fobia é através de pensamentos automáticos e distorcidos, que antecipam negativamente os fatos, diminuem a capacidade de reação positiva diante das situações temidas e retorçam a sensação de medo.

Existem algumas tipos de fobia:

Agorafobia: A pessoa evita lugares ou situações, como locais fechados ou isolados e multidões, devido à preocupação com a possibilidade de passar mal e não conseguir escapar ou obter socorro

Ansiedade Social: Preocupação com a possibilidade de fazer algo embaraçoso ou humilhante quando observado pôr outras pessoas, como falar em público ou escrever na frente de outras pessoas.

Específicas: Alguns tipos comuns relacionam-se ao medo de animais, de alturas, de voar, de ver sangue, receber uma injeção, escuro.

A doença pode e deve ser administrada. O sucesso do tratamento dependerá do tipo da fobia, tempo da doença, da intervenção psicológica e psiquiátrica, assim como adesão do paciente ao tratamento: como por exemplo seu desejo em mudar seus comportamento desadaptativos, pois isto facilitará os exercícios de exposição a situação temida e a reestruturar os pensamentos distorcidos . De modo geral a eficácia da psicoterapia cognitivo comportamental em conjunto com o uso de medicamentos específicos para o caso tem sido demonstrada cada vez mais através de estudos científicos.

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